YOGA KEMÉTICA - Introdução aos Mistérios da Deusa Neith e a Meditação do Corpo Dourado*

May 22, 2016

 

*Estudos baseados nos ensinamentos do Mestre Sehu Kephera Ank

 

 

INTRODUÇÃO

 

O Mestre Sehu Kephera Ankh, do templo de Arat Sekhem, veio ao Brasil em Abril de 2016, para iniciar seus alunos na primeira fase da Filosofia de Neith e a Meditação do Corpo Dourado, as aulas foram ministradas na Biblioteca Mário de Andrade e num Centro de Capoeira, no Bairro da Lapa, em São Paulo. Eu fiz parte da turma e tive o prazer dessa iniciação. Entendendo a importância da transmissão dessa filosofia, escrevo este ensaio, que é, na verdade, algo como uma transcrição da aula a partir do meu entendimento, para humildemente ajudar no desenvolvimento dessa maravilhosa prática que concilia harmoniosamente postura, meditação, entoação, respiração, conscientização a partir do conhecimento dos deuses e hábitos da população africana, a mais antiga da terra.

O trabalho foi feito em cima de uma tentativa de relacionar a filosofia da Deusa Neith (ou Net), com a sua meditação, o mestre tem um jeito peculiar de ministrar seus cursos de yoga (Smai Tawi), inserindo nele uma grande carga de meditação e também grande quantidade de material teórico, elaborando com cuidado o aspecto filosófico desta, então o curso teve longos minutos de exposição de imagens e textos pesquisados por esse mestre com o intuito de alimentar não somente nosso corpo e espírito, mas também nossa intelectualidade. Os mistérios mais profundos desse ensinamento não nos foi permitido revelar. Obviamente que esse texto é apenas uma breve apresentação do estudo, mas ao longo dele poderemos ver algumas imagens recolhidas e pesquisadas pelo Mestre. Também incluo nele algumas traduções feitas das mitologias dos deuses aqui citados para auxiliar na compreensão básica da leitura, a maioria das imagens foram reproduzidas das aulas e do arquivo pessoal do Mestre Sehu, outras retiradas dos arquivos livres da internet.

Que nós possamos nos reunir em torno desse estudo e ascender nossos espíritos

 

 

A yoga kemética

 

Como foi escrito na introdução, esse trabalho busca transcrever os ensinamentos de yoga do Mestre Sehu Kephera Ank a partir das aulas gentilmente dadas por ele para mim que fazia nessa ocasião parte de um grupo de alunos, o que significa dizer que o que está escrito aqui vai a partir de minha interpretação e entendimento e, também, com alguma pesquisa externa a seus ensinamentos, mas mantendo-se essencial e, quase que exclusivamente, em seus ensinamentos e em sua palavras. Dito isso, inicio o texto com uma explanação do que significa yoga e sobre que yoga estamos nos referindo.

Segundo o Mestre Sehu o termo yoga ficou mais comumente conhecido com esse nome a partir do sânscrito, que para a yoga indiana nomeia uma atividade que se propõe, entre inúmeras outras coisas maravilhosas, a união ou ligação. No entanto, o que praticamos é a yoga dos antigos egípcios e, embora ainda poucas pessoas saibam, é uma prática anterior a indiana. Usar a palavra em sânscrito nos ajuda entender um pouco do que estamos estudando, já que suas terminologias não são diferentes e, são também muito bem vindas. O termo africano que se aproxima da palavra em sânscrito e das tais atividades é o Smai Tawi, a yoga africana, ou kemética. Smai Tawi significa essencialmente a mesma coisa que yoga, a “união das duas terras”, ou a união do superior e do inferior, “yoga significa união da consciência individual com a consciência universal e tem a mesma conotação que Smai tawi; a conotação é a mesma, mas o processo metafísico é diferente, por muitas razões, muitos para discutir neste curto espaço de reunião, mas a ideia para se  obter a partir disso é que os termos de ioga e Smai tawi estão sendo usados de forma intercambiável”, disse Sehu.

Existem vários objetivos que podem ser alcançados com a yoga kemética, ser mais calmo, relaxado, ter experiências espirituais ou sobrenaturais, se você se fixar nesses objetivos você certamente os alcançará, mas é necessário entender que o verdadeiro objetivo da prática da yoga “é atingir um estado de consciência comumente referido como a iluminação espiritual”. Os ensinamentos de yoga devem seguir o caminho para a obtenção da iluminação espiritual, pois nada supera essa realização. Portanto, necessário que o estudante de yoga entenda a importância de desejar a iluminação na a sua prática de yoga, pois desse modo seremos então capazes de criar a estrutura necessária que nos guiará para esse objetivo, e criar essa estrutura é de extrema importância.

O termo kemético (egípcio) para a iluminação espiritual é NEHAST que significa acordar, a implicação é que a entidade viva está dormindo aos níveis mais altos da natureza, e você está acordando para essa natureza mais elevada, diz Sehu. Ou seja, a sua prática de yoga acorda a divindade que conduz seu espírito para um nível elevado possível onde este espírito possa ser capaz de atingir a iluminação, é então somente num nível elevado da natureza que nossos espíritos se encontram e se relacionam com os deuses. Chegar nesse nível elevado da natureza é um processo longo de aprendizado, se colocar nele com sinceridade é importante, não é menos importante estar no caminho, os processos são importantes, cada nível de aprendizado é importante. Em uma das vídeos conferências de aula Sehu nos ensinou que este “é um processo que você tem que passar, por isso não acontece com muita facilidade, através da prática prolongada e disciplina no ensino, não é algo que podemos simplesmente falar e se materializa, ele vem através de uma integração da personalidade”.  Essa integração de personalidade, ao que entendo, é o querer mais honesto para o qual você precisa se dedicar, quanto tempo vai levar não sabemos, isso pode levar anos, uma vida; mas estar no caminho também é estar na prática.

Sehu nos ensina que existem quatro aspectos da personalidade que precisamos entender para estar nesse caminho. Esses quatro aspectos da personalidade precisam estar direcionados a purificação e a harmonização do espírito. São eles: as emoções, a vontade, a ação e a mente (a sabedoria).  Sehu nos fornece nas aulas um caminho para guiar esses aspectos: harmonizar as emoções através das práticas devocionais; nossa vontade precisa ser fortalecida para nos manter na prática da meditação, ou mesmo fortalecê-la na própria prática da meditação, para harmonizarmos nossas ações é bom fazermos serviços altruístas e tentar nos conduzir de maneira justa; para harmonizar nossa mente é preciso se dedicar aos ensinamentos que enriquecem nosso intelecto e diretamente intencionado a isso, estudar, buscar o conhecimento e fazer com que ele nos tornem sábios sem soberba.

Então quando você consegue juntar esses quatro elementos, tem um programa completo de yoga kemética, o smai tawi, a yoga africana. O interessante a se notar é que a gente costuma centralizar nossa yoga nas práticas corporais, que sim, são extremamente importantes e é um objetivo que precisamos perseguir, pois as poses dos deuses do Antigo Egito, os alongamentos e uma boa alimentação é um conjunto indispensável para o alinhamento do corpo e espírito, mas definitivamente a yoga kemética não está centralizada no físico. Por isso, não se preocupe em iniciar suas atividades com posições que são mais confortáveis para você, você pode inclusive escrever um programa de posições mais alcançáveis, desde que seu objetivo principal seja te levar a uma consciência espiritual de integração num nível mais elevado com a natureza. É importante lembrar que existem inúmeras posições e que você pode explorá-las de modo a se beneficiar delas para o caminho da sua iluminação. Então não se assuste, é possível de várias formas diferentes. O Mestre Sehu disse em uma aula: “portanto, a yoga refere-se não só às posturas físicas, mas sim ao processo que leva perto de uma integração da personalidade que vai levar à iluminação espiritual”.

Então é só começar!

Hotep!

 

 

 

 

Iniciação aos Mistérios da Deusa Neith

 

 

 

 

Figura 1. Net com seu corpo dourado.  Reprodução de Naiara Paula no vídeo dos estudos particulares de Sehu Kephera Ankh.

 

 

 

Essa é a Deusa Net (ou Neith), na sua forma dourada, disse Sehu, sua pele está dourada. Ela usa um colar colorido, seus cabelos são pretos e tem uma bandana  (uma fita em volta dos cabelos), como a Deusa Maat, acima da sua cabeça se encontra um desenho cilíndrico  que é uma representação do seu espírito, o espírito que molda o mundo. Neith criou todo o mundo e tudo o que nele há com seu espírito. Isso significa também que tudo que está feito no mundo é energia espiritual, mas o que a gente pode ver, vemos com olhos mortais. Esses olhos e toda essa criação representam um véu, toda a materialidade do mundo representa um véu           e, para adiante desse véu, um espírito a ser desvelado, há então um caminho para ser percorrido. Tudo é feito pelo espírito para o nosso espírito, porém o caminho de ver é preciso um exercício de entender que a materialidade também é espírito mas ( ou “e”), se coloca  como um instrumento de passagem importante, obviamente. “Toda matéria representa um véu e por trás da matéria está o espírito”. Quando conseguimos ver por trás desse véu o que experienciamos é espírito. É preciso ver atrás do véu. Porém, sem esquecer que a Deusa Neith faz o mundo com sua essência, por isso, todo o universo é o corpo de Neith, inclusive cada um de nós, espírito ou materialidade.

 

Neith foi uma deusa criadora que pôde ser chamada de a Grande Mãe. Seu nome pode significar “A terrível” [A única terrível]. Ela foi comumente [vulgarmente] apresentada como uma mulher guerreira da coroa vermelha do norte. Seu templo no Delta de Sais é o prédio mais antigo e mais famoso do Antigo Egito. Neith foi verdadeiramente uma divindade muito importante no Início do Período Dinástico [Período Pré-Dinástico]. O curioso símbolo que representa Neith nesse início de tempo pode originalmente ter sido um escaravelho[click beetle]** Grifo nosso: na verdade o que se parece com um escaravelho é um carretel de tecelagem, que fica em sua cabeça e é simbólico de um material que ela usa para criar o mundo Net tece o mundo com seu espírito e esse material é o simbólico do seu espírito. Foi erroneamente comparado a um escaravelho devido a sua semelhança. Mais tarde esse símbolo foi reinterpretado[ou substituído] por duas flechas cruzando um  escudo. Escaravelhos são normalmente encontrados perto da água, e Neith foi equiparada com Wehet-Weret [deusa geralmente representada como uma vaca com um disco solar na cabeça], a deusa primordial de quem o nome significa a Grande Dilúvio. Ela foi a mãe criadora do Deus Sol e também por isso pôde ser considerada a mais antiga dos deuses. Em Sais, Neith foi chamada de “a grande mãe  que deu vida a Ra, ela seguiu dando a luz [parindo, criando, instituindo], antes de haver parto.” Dessa extensão Neith pode também ser resguardada como a mãe dessas outras divindades criadas [crianças].[1]

 

 

 

 

As quatro formas de Neith

 

 

 

Figura 2. As quatro formas de Net. Reprodução de Naiara Paula no vídeo dos estudos particulares de Sehu Kephera Ankh.

 

 

Segundo os estudos do Mestre Sehu, a primeira imagem da esquerda para direita, representa Neith jovem; a segunda imagem é Neith como um ser elevado; na terceira imagem Neith representa o aspecto material do ser elevado e na última imagem Neith se apresenta como uma condutora, um símbolo de passagem. Nas representações mais jovens da Deusa ela está usando a coroa branca do alto Egito e nas mais transcendentes ela usa a coroa vermelha do baixo Egito.

Já foi dito que Neith é uma deusa muito antiga que remete ao tempo anterior as dinastias egípcias, Ela é na verdade uma deusa Núbia que subiu o Nilo e  foi recebida no Baixo Egito antes da Era Dinástica e por isso usa mais frequentemente a coroa vermelha do Baixo Egito, usar apenas uma coroa fala de sua antiguidade, já que antes da unificação do Egito as coroas eram separadas, a coroa branca era do Alto Egito e a coroa vermelha do Baixo Egito e na unificação do Egito as coroas também foram unificadas. Abaixo temos um desenho das coroas antes e depois da unificação do Egito.

 

 

 

 

Figura 3. Reprodução livre do Google em 07/05/2016. Observação: a imagem acima não corresponde a realidade, já que o povo do Egito era eumelaninado, de pele preta, ela serve apenas como ilustração para as coroas.

 

 

A Meditação do Corpo Dourado

 

 

Há uma meditação escrita no sarcófago de Ankhnesraneferab, uma deidade feminina Kemética, e foi nesse sarcófago que o Mestre Sehu Kephera Ankh descobriu essa filosofia. O sarcófago se encontra no Museu Britânico, em Londres, e contém as seguintes gravuras:

 

 

 

 

 Figura 4.                                    

 

   

 

 

Figura 5.                                  

 

 

 

Figura 6.

Gravuras do Sarcófago de Ankhnesraneferab em exposição no Museu Britânico, em Londres. Reprodução de Naiara Paula no vídeo dos estudos particulares de Sehu Kephera Ankh.

 

 

A primeira gravura da sequência de três acima (figura 4), é Ankhnesraneferab na pose de Ausar segurando um separador de trigo e um cetro, que são instrumentos de Ausar, esta gravura cobre a tampa em sua parte exterior do sarcófago; a segunda gravura (figura 5) é a deusa Nut se alongando e cobre a tampa do sarcófago na parte de dentro; e a divindade Het-Heru é a terceira gravura (figura 6), que está no fundo do sarcófago. Então o corpo no sarcófago fica deitado entre Nut e Het-Heru.

Parte dos ensinamentos está escrito na gravura exterior da tampa (figura 4), mais precisamente em seu ornamento de cabeça, e diz “Apoie [proteja, cubra] sua cabeça e corpo e todos os seus membros existentes com o aço ouro [o mais puro ouro]”, e é esta a base da Meditação do Corpo Dourado. Grande parte do texto está gravado no lado de fora da parte inferior do sarcófago como podem imaginar na figura 8, visto que as gravuras estão embaçadas na reprodução.

 

 

Figura 7. Escritura do ornamento de cabeça da primeira gravura (figura  da parte exterior).

 

 

 

Figura 8. Parte de baixo do sarcófago. As escrituras não aparecem legíveis nas reproduções das fotos.

 

 

A frase propõe que a partir do momento que você assuma a postura da meditação, seu copo fique firme e imóvel como um aço, nesse momento você precisará entrar em acordo com seu corpo de que ele não vai se movimentar de nenhuma forma, nem alongar, nem sorrir, nada, disse Sehu. A outra parte a entender dessa proposição é que durante a meditação seu corpo ficará como ouro, e você se esforçará para isso. Então você visualizará cada parte de seu corpo ficando dourando até que ele esteja todo dourado “Nub Aoutj Net Net”

São estas as etapas da meditação na proposição da frase inicial da figura 4, de Ankhnesraneferab - com a pose de Ausar: 1. Deixar seu corpo firme e sereno; 2. Visualizar seu corpo ficando dourado.

Segundo o Mestre Sehu, “Aoutj”, significa partes individuais que formam uma parte completa e complexa. O que precisa te levar a trazer algo de fora da sua mente para dentro da sua mente, deixando cada membro de seu corpo e depois todo o seu corpo dourado.

Durante a meditação você fará uma técnica específica de respiração, você não poderá dispensar o ar pela sua boca e deverá sentir o calor proporcionado por ele nesse momento. O ar deverá entrar e sair pelo nariz, a boca continuará bem fechada, manter o ar quente na boca é o momento em que a gente se liga com o céu. Quando a gente inspira traz a energia que vem do cosmos para dentro de si, quando expira devolve a energia de forma que ela, e então nós, nos unimos com o cosmos, se meditarmos com frequência estaremos nos unindo ao cosmos. O percurso a ser seguido é o de meditar dez minutos, vinte minutos, trinta minuto... Três horas e, três horas durante três anos entre três e quatro horas da madrugada e não esquecer de manter a respiração constante [num ritmo sincopado].

 

 

 Começando a meditar.

 

 

Em posição de lótus com as mãos abertas em cima dos joelhos.

Entoe: “Om hotep, hotep, hotep, hotep”, numa sequência de canto e resposta.

[Hotep é, entre outras coisas, estar satisfeito ou estar em paz, geralmente usado como saudação e se referir a algum Deus no desejo de saudá-lo e ao seu próximo e satisfazê-lo e ao seu próximo]

Entoe: “Om Amon Ra Ptah”, numa sequência de canto e resposta.

[Saudação a Ra e Ptah. Om é saudação; Amon é testemunha da consciência; Ra é mente; Ptah é o universo físico].

Entoe: “Nud Aoutj Net Net”, numa sequência de canto e resposta.

[Nu ou Nubo é ouro; Aoutj é (são) os membros do corpo; Net Net é puro]

 

 

Texto lido no último dia do curso após a saudação antes do início da aula:

 

 

Este lugar é purificado por libações e as partes que são limpas são as partes que os fazem limpas e essas partes foram mergulhadas no lago das verdades de Maat, não há seção que falte com a verdade. Este lugar é purificado.

 

 

Escolha uma das duas posições de ponte nos desenhos abaixo, mas dê preferência a figura 9. Ao levantar respire e expire quatro vezes pausadamente pelo nariz, faça duas vezes. Suba o corpo e respire, segure o ar, abaixe o corpo e expire; repetir quatro vezes.

 

 

Figura 9. 

 

               

                                                                                                             Figura 10.

Reprodução livre do Google em 07/05/2016

 

 

 

Fique em posição de Lotus com as mãos abertas em cima dos joelhos, em seguida levante suavemente as mãos acima da cabeça, junte-as com as pontas dos dedos sempre com as palmas para cima, respire e expire pelo nariz três vezes e volte lentamente as mãos com as palmas para cima em cima dos joelhos.

 

 

  

Figura 11.  

Figura 12.

 Figura 13.   

  Figura 14.

Lucinaira Sousa em posição de yoga, no curso de yoga kemética em Abril de 2016 na biblioteca Mário de Andrade em São Paulo, Brasil. Foto de Naiara Paula.

 

 

E ao findar, então na posição da figura 14, entre em acordo com seu corpo para que ele se mantenha imóvel, firme e sereno; feche seus olhos e entoe a canção “Nut Aujt Net Net”, numa sequência de canto e resposta por nove vezes e diminuindo o volume até entrar no silêncio. Mantenha seu corpo e sua mente relaxada, você não vai se mexer nenhum milímetro e começará a visualizar seu corpo ficando dourando. O topo da sua cabeça ficando dourando. A região do terceiro olho ficando dourada. Sua face ficando dourada. Seu pescoço ficando dourado. Seus ombros ficando dourados. Seus antebraços ficando dourados, o meio de suas costas fincando dourada, toda a suas costas ficando dourada. Seus braços ficando dourado. Seu peito ficando dourando. Seu tórax ficando dourado. Seus punhos ficando dourados. Suas mãos ficando douradas. Seu quadril ficando dourado. Suas genitálias ficando douradas. Suas coxas ficando douradas. Seus joelhos ficando dourados. Suas pernas ficando douradas. Seus pés ficando dourados. Seus dedos ficando dourados. Seu corpo inteiro agora está dourado, visualize seu corpo inteiro dourado. Você pode ver nitidamente seu corpo em puro ouro. Medite em silêncio visualizando seu corpo todo dourado, comece com dez minutos. Entoe o canto “Nub Aoutj Net Net” por três vezes, e abra os olhos vagarosamente.

 

Hotep!

 

 

 

**  Grifo nosso: na verdade o que se parece com um escaravelho é um carretel de tecelagem, que fica em sua cabeça e é simbólico de um material que ela usa para criar o mundo Net tece o mundo com seu espírito e esse material é o simbólico do seu espírito. Foi erroneamente comparado a um escaravelho devido a sua semelhança

[1] Parágrafo retirado e livremente traduzido do livro Egyptian Mythology. A guide to the Gods, Goddesses and Traditions of Ancient Egypt, de Geraldine Pinch. P.168-169.

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